A indexação do reajuste, conforme a diretora da Divisão de Arrecadação do Dmae, Nivia Maria Castro Trois, teve a utilização da Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), cujo cálculo em 2011 correspondeu a 5,10%. A análise de custo de produção e distribuição feita pelo departamento, porém, chegou à conta de 6,35% de aumento no período.
"A opção foi pela variação mais comumente usada e impactante no bolso dos consumidores", explicou Nivia. Segundo ela, apesar da opção pelo indexador menos elevado, o fornecimento de água permanece economicamente sustentável na Capital. "O aumento menor do que o cálculo de custo não terá impacto negativo nas contas do município", garante Nivia Maria.
Ela afirma que o peso no bolso ficará para abril porque o reajuste incidirá sobre a água consumida em fevereiro, cuja leitura e lançamento ocorrerão em março, com a cobrança feita entre 1 e 30 de abril.
A diretora do Dmae destaca também que a tarifa social - a qual beneficia contribuintes em famílias de baixa renda - ficará em R$ 16,70. Nivia lembra que a Organização das Nações Unidas (ONU) estabelece que o comprometimento máximo com saneamento não deve ultrapassar 3% da renda, o que, com o novo salário mínimo nacional de R$ 622,73, corresponde a R$ 18,68. "A tarifa social do Dmae para água e esgoto continuará atendendo à determinação de acesso estabelecida pela ONU", disse a diretora da Divisão de Arrecadação.