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Reajuste de servidores da Fazenda irrita direção do Cpers

Presidente do sindicato disse que governo tem dinheiro e deve pagar o Piso Nacional dos professores

A presidente do Cpers /Sindicato, Rejane de Oliveira, ficou irritada com a notícia de reajuste para servidores da Secretaria da Fazenda do Estado. Segundo ela, o governo fez a escolha por altos salários em detrimento dos trabalhadores da Educação que não recebem o Piso Nacional.

A dirigente afirmou que, na tarde desta sexta-feira, a categoria fará vigília em frente ao Palácio Piratini. Em entrevista ao Programa Guaíba Cidades, Rejane disse que o governo fica desmoralizado, porque mostra que tem dinheiro para pagar o Piso, por exemplo.

Rejane salientou, contudo, que o Cpers não será contra a valorização dos servidores da Fazenda. Segundo ela, o governo precisa também levar em conta as reivindicações do Magistério. Segundo ela, a categoria "vive na miséria com salário básico de R$ 395". 

Em resposta às críticas do Cpers, o secretário estadual da Fazenda, Odir Tonollier, disse que o plano do governo era enviar projeto para corrigir distorção salarial dos servidores ativos e inativos da Secretaria da Fazenda, incorporando parcela de 30% que o servidor já recebia ao seu salário básico. 

O secretário afirmou que esse compromisso já havia sido assumido com os servidores no início do ano. Para Tonollier, a greve do Magistério não interferirá nas demandas do governo. Ele esclareceu que a remuneração dos servidores da Fazenda ocorre por conta de cumprimento de metas dentro da secretaria, incluindo aumento de arrecadação, controle de custos e implantação de novos projetos de planejamento.

Tonollier lembrou que as metas são coletivas e beneficiarão todos os servidores do setor. Ele lembrou que, desde 2007, o básico da categoria não era reajustado. Adiantou que para o Estado do Rio Grande do Sul o pagamento do funcionalismo será normal sem a antecipação de receita, seguindo o cronograma normal de pagamentos e também do 13º salário.


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