A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) examina 10 mil laudos gerados pelo sistema de reconhecimento facial instalado em 98 ônibus de Porto Alegre, desde o fim de agosto. Até o momento, com base nesse material, foram bloqueados 500 cartões TRI de usuários que possuem algum tipo de benefício (isenção ou desconto). O motivo do bloqueio é a suspeita de fraude e de uso inadequado do benefício.
Os laudos apontaram inconsistência entre a foto do titular do cartão TRI e o usuário. Atualmente, possuem benefício idosos, deficientes e estudantes. Os responsáveis pelos cartões que estão sob análise serão chamados pela EPTC para se explicar. Caso seja comprovado o uso inadequado, há possibilidade de perda do benefício. Após a primeira leva de análise dos 500 cartões bloqueados, todos os demais serão chamados, em um processo que a EPTC garante que vai se tornar permanente.
O diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti, ressalta a importância da iniciativa: “Não é justo que as pessoas que recebem benefícios transfiram para terceiros. Vamos usar a tecnologia para coibir fraudes”. Ele reitera que Porto Alegre registra índice de 35% de gratuidades e isenções, enquanto a média nacional é de 22%. O uso de reconhecimento facial no transporte coletivo deve ser expandido a toda a frota, conforme decreto publicado em 22 de setembro. Até o fim do ano, 300 veículos terão o sistema instalado, projeta a Prefeitura.
Reconhecimento facial em ônibus gera bloqueio de 500 cartões TRI
Sistema foi instalado em 98 veículos, mas deve ser expandido para toda a frota de Porto Alegre