Atrasos nos repasses de recursos federais e demissão de funcionários fazem com que a construção da nova ponte do Guaíba esteja sob risco. E a previsão é de que as dificuldades permaneçam em 2016 com o agravamento da crise financeira do país.
O alerta foi feito pelo presidente do Movimento Ponte do Guaíba, Luiz Domingues. Ele afirmou que o ritmo das obras tem desacelerado. “É possível afirmar que a ponte não ficará pronta dentro do prazo”, sentenciou. A previsão inicial é de que a construção fosse concluída em outubro de 2017. Segundo a superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit/RS), 25% do projeto está concluído e os serviços estão sendo realizados normalmente.
Em novembro, cerca de 200 profissionais foram demitidos. Extraoficialmente, a informação é de que houve novas dispensas. Conforme o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no RS (Siticepot), Luiz Gonzaga Vidal da Silva, as demissões comprometeram o ritmo da obra.
Domingues avalia que a crise se agravou em função da instabilidade nos repasses federais à construtora responsável. Ele estima que atualmente a União deva R$ 75 milhões à empresa. “Temos uma preocupação muito grande com o andamento dessa obra pelo seu impacto na economia da região e do Estado”, enfatizou.
Domingues se refere ao esgotamento da ponte atual, que é o principal elo entre a Capital e os municípios da região Sul. “A perda estimada sem a obra é de R$ 1,3 bilhão por ano.” Outro desafio apontado por Domingues é a remoção das famílias no entorno do trajeto da ponte.
Recursos escassos podem atrasar obra na ponte do Guaíba
Estrutura estaria pronta em outubro de 2017, mas crise pode afetar ritmo dos trabalhos