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Rede de pedofilia descoberta no Canadá tinha ramificações no Brasil

Interrogatórios levaram a dezenas de prisões em 50 países por abuso de 386 menores

A polícia do Canadá desbaratou uma vasta rede de pedofilia que incluía criminosos do Brasil. O Inquérito, já encerrado, interrogou 348 pessoas no mundo, incluindo religiosos, professores e profissionais de saúde em 50 países. Seis autoridades públicas foram detidas, policiais e magistrados, assim como nove dirigentes religiosos, 40 professores, três famílias de acolhimento, nove médicos e alguns enfermeiros.

No total, das 348 pessoas interpeladas pela polícia de Toronto, 108 são canadenses, 76 americanos e outros 164 de países como África do Sul,  Argentina, Austrália, Brasil, Espanha, Grécia, Irlanda, Japão, Noruega e Suécia. A investigação iniciada em 2010 possibilitou a prisão de um residente de Toronto, apresentado como o cérebro da rede.

A inspetora Joanna Beaven-Desjardins explicou que em outubro de 2010 o seu serviço de luta contra a exploração sexual das crianças tinha “entrado em contato com um homem que partilhava na internet imagens de crianças vítimas de abusos sexuais”. No total, 386 vítimas menores foram “retiradas da exploração”, declarou o inspetor adjunto Gerald O’Farell.

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