* Com informações da Prefeitura de Porto Alegre
A distribuição de vacinas contra gripe para a rede municipal de Porto Alegre começa nesta segunda-feira. A semana será de distribuição para as salas de vacinas de unidades de saúde, em preparação para a campanha de influenza, que começa dia 25 de abril no Rio Grande do Sul. Detalhes sobre o funcionamento das unidades e locais de vacinação no Dia de Mobilização Nacional, sábado, 30 de abril, serão divulgadas oportunamente.
De acordo com a chefe do Núcleo de Imunizações da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Raquel Cristine Barcella, nesta segunda-feira o município recebe, da Secretaria Estadual de Saúde, os dois primeiros lotes da vacina, num quantitativo total de 207 mil doses, que correspondem a 37% da população a ser vacinada no município. Até 30 de abril, Dia de Mobilização Nacional da campanha, quando todas as unidades de saúde estarão abertas para vacinar pessoas dos grupos prioritários, novo lote deve ser destinado para a SMS.
Na terça-feira, o Núcleo de Imunizações da CGVS reunirá representantes de parceiros – hospitais, clínicas geriátricas, etc, para orientação e planejamento da distribuição das vacinas para estes locais. Trabalhadores da área da saúde, em especial que têm contato com pacientes, como os que atuam em emergências, serão vacinados com prioridade. O período da campanha no Rio Grande do Sul (e em Porto Alegre) será de 25 de abril a 20 de maio.
A meta da campanha é de vacinar pelo menos 80% da população-alvo:
• Pessoas com 60 anos ou mais;
• Gestantes (em qualquer idade gestacional);
• Puérperas (até 45 dias após o parto);
• Crianças de 6 meses a menores de 5 anos;
• População indígena;
• Pessoas de 05 a 59 anos portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (conforme listagem definida pelo Ministério da Saúde em conjunto com sociedades científicas);
• Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
• População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional ;
• Trabalhadores da área da Saúde (todos os trabalhadores de saúde dos serviços públicos e privados, nos diferentes níveis de complexidade).
Eficácia - A proteção conferida pela vacinação é de aproximadamente um ano, por isso é feita anualmente. Estudos científicos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, e de 39% a 75% a mortalidade global. Entre os residentes em lares de idosos, pode reduzir o risco de pneumonia em aproximadamente 60%, e o risco global de hospitalização e morte, em cerca de 50% a 68%, respectivamente. Referem ainda redução de mais de 50% nas doenças relacionadas à influenza. Também há pesquisa indicando eficácia geral da vacina influenza de 67%. A população com maior benefício foi a de adultos HIV positivos entre 18 e 55 anos de idade (76%), adultos saudáveis entre 18 e 46 anos de idade (70%) e crianças saudáveis com idade entre 6 e 24 meses (66%).
Vacinação simultânea - A vacina influenza pode ser administrada na mesma ocasião de outras vacinas ou medicamentos, procedendo-se as administrações com seringas diferentes em locais anatômicos diferentes.
Precauções - Em doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença. As pessoas com história de alergia a ovo, que apresentem apenas urticária após a exposição, podem receber a vacina da influenza mediante adoção de medidas de segurança. Recomenda-se observar o indivíduo vacinado por pelo menos 30 minutos em ambiente com condições de atendimento de reações anafiláticas.
Contra-indicações - A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores bem como a qualquer componente da vacina ou alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. Reações anafiláticas graves a doses anteriores também contraindicam doses subsequentes.
Eventos adversos - Os eventos adversos decorrentes da aplicação da vacina contra influenza são de intensidade leve e tendem a desaparecer espontaneamente após 48 horas. Entre eles, podem ser verificados eritema, aumento da sensibilidade, enduração, edema e/ou dor no local da aplicação foram relatados mais frequentemente, persistindo por um ou dois dias, e febre maior que 38ºC, mal estar e mialgia.
Rede de saúde de Porto Alegre começa a receber vacinas contra gripe
Campanha contra influenza tem início em 25 de abril no RS