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Redes sociais ganham espaço em setores públicos e instituições

Brasileiros dedicam, em média, 41 horas semanais à Internet

Redes sociais são a febre mundial
Redes sociais são a febre mundial Foto : Cristiano Estrela
Que as redes sociais são uma febre em todo o mundo ninguém duvida. De brigas e fofocas de celebridades, a ferramenta de marketing político, Twitter, Facebook, Orkut e MSN - os mais populares - já estão consolidados como formas de comunicação e entretenimento. Agora, ganham espaço em setores públicos e em instituições, como fontes de informações oficiais, nas salas de aula, como parte da metodologia de ensino e ajudando empresas a venderem mais. O Brasil é o quinto país do mundo em uso de redes sociais.

Estudo da empresa E.life em 2010 indicou que os usuários brasileiros dessas redes dedicam em média 41 horas semanais à Internet. No Twitter, o interesse é pela informação. Já o acesso ao Orkut, Facebook e MSN é mais voltado ao cultivo de laços sociais. "Em contato com o mundo virtual, as pessoas se sentem amparadas", analisa a psiquiatra Clarice Kowacs. "Entretanto, a exposição também facilita o uso perverso por parte de grupos que aproveitam para humilhar certas pessoas. O mundo virtual facilita isso", diz Clarice, da Associação de Psiquiatria do RS.

As redes sociais e as salas de bate-papo são hoje o principal passatempo de quase 9 milhões de crianças brasileiras. Tanta popularidade está levando essas ferramentas para dentro da escola. No Twitter, que usa textos de até 140 caracteres, professores colocam lembretes e indicam leituras. No Orkut, docentes criam comunidades em torno de uma proposta. "O que importa é ter o domínio da ferramenta para canalizá-la ao uso pedagógico", diz a professora da Faculdade de Educação da PUCRS, Helena Cortes. As empresas também se renderam. Uma pesquisa realizada pela McAfee em 17 países, em 2010, apontou que no Brasil o lucro com as redes sociais é uma realidade para nove em cada dez companhias que a utilizam. O Facebook, percebendo essa realidade, lançou recentemente uma nova função que converte um perfil em uma página institucional dentro do site. Para o professor da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS, André Pase, o uso dessas ferramentas para a construção de uma marca é válido como proximidade com o cliente, mas é preciso atenção.

"Se antes a insatisfação com uma empresa ou produto era disseminada no ''boca a boca'', hoje será dividida com milhares de pessoas". Nesse sentido, as redes também estão gerando empregos, fazem surgir consultores digitais ou analistas de mídias sociais. "O bom profissional terá que saber se comunicar", diz.

Dicas de segurança

- Mantenha o mínimo de informações em seu perfil;

- Não divulgue endereços e telefones na Internet;

- Não comente sobre horários e lugares onde estará;

- Troque a senha com frequência

- Caso seja agredido por estranhos, configure sua conta para bloquear contatos indesejados.

Fonte: SaferNet.org.br