Geral

Região Sul tem maior concentração de médicos nas capitais

Dado faz parte da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária divulgada nesta sexta-feira

O Brasil ainda registra forte concentração de postos de trabalho médicos nas capitais, em uma realidade que não acompanha, na mesma proporção, a distribuição populacional. Enquanto respondiam, em 2009, por 23,7% da população, as cidades tinham 40,2% do total de vagas para médicos. A concentração é mais intensa no Sul, cujas capitais têm média de 7,8 postos por mil habitantes e os demais municípios, 2,8.

Os dados estão na Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (MAS) 2009, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo, feito em parceria com o Ministério da Saúde, traça o perfil da oferta de serviços de saúde no País, a partir da investigação dos estabelecimentos do setor, públicos e privados, com ou sem internação.

O Rio Grande do Sul é sexto em número de postos de trabalho para médicos para cada mil habitantes, segundo a pesquisa. Na proporção, o Estado fica atrás do Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo e Minas Gerais.

A oferta de vagas de nível superior nos estabelecimentos de saúde cresceu 27,0% entre 2005 e 2009, ao passar de 870,4 mil para 1,1 milhão, conforme a análise. A média para o País foi de 3,3 vagas por mil habitantes. O Sudeste apresenta a relação mais elevada, com 4,3 a cada mil habitantes, contra 2,3 no Nordeste e 1,0 no Norte. Entre as unidades da Federação, o Maranhão registrou o pior resultado desse indicador, com 1,3 posto médico para cada mil habitantes, seguido pelo Pará (1,7) e pelo Ceará (1,8).

Segundo o estudo, as principais áreas de atuação dos médicos nos estabelecimentos de saúde são: clínico geral (16,7%), pediatria (10,0%), gineco-obstetra (9,5%) e médico de saúde da família (6,3%). Além disso, eles estão empregados principalmente no setor privado, especialmente nas regiões Sudeste (58,5%), Sul (64,4%) e Centro-Oeste (54,9%). Já nas regiões menos desenvolvidas, o setor público responde pela maior parte dos postos de trabalho médicos, sendo 62,2%, no Norte, e 54,1% no Nordeste.

Bookmark and Share