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Reguladores americanos aprovam comercialização do "viagra feminino"

Substância deve ser vendida de forma controlada por riscos de efeitos colaterais

Os reguladores americanos aprovaram, nesta terça-feira, um remédio apelidado de "Viagra feminino", primeira pílula do mercado destinada a aumentar a libido da mulher. Em junho deste ano e após rejeitá-lo em anos anteriores, uma equipe de especialistas pediu à Food and Drugs Administration (FDA), agência que regulamenta alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, que aprovasse o fármaco "flibanserin", ainda que exclusivamente sob prescrição médica e com medidas adicionais para o controle dos riscos.

Se for aprovado, o flibanserin poderia ser comercializado sob o nome de "Addyi" e promovido entre as mulheres na pós-menopausa. O medicamento é um agente não hormonal, que atua nos neurotransmissores do cérebro para tratar uma condição conhecida como transtorno do desejo sexual hipoativo, isto é, perda do interesse sexual.

A droga, contudo, pode produzir efeitos colaterais importantes, como náuseas, sonolência, queda da pressão arterial e desmaios. Segundo documentos disponíveis no site da FDA na internet sobre um teste clínico, as mulheres que fizeram uso do flibanserin disseram ter tido, em média, 4,4 experiências sexuais satisfatórias em um mês contra 3,7 no grupo que consumiu placebo e 2,7 antes de iniciado o estudo.