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Relógio do Corpo Humano está exposto no Parque Farroupilha

Iniciativa integra a Mostra de Trabalhos e Oficinas da 26ª Semana do Meio Ambiente

Relógio do Corpo Humano está exposto no Parque Farroupilha
Relógio do Corpo Humano está exposto no Parque Farroupilha Foto : Carla Ruas
Os frequentadores do Parque Farroupilha, em Porto Alegre, terão a oportunidade de conhecer o Relógio do Corpo Humano. Trata-se de um sistema que relaciona o funcionamento dos principais órgãos vitais com seus horários de maior atividade e com as plantas medicinais que têm ação farmacológica sobre eles. “A iniciativa une conhecimento de medicina oriental e ocidental, além de contribuir para que as pessoas conheçam o seu corpo e saibam quais as ervas e plantas devem ser usadas para prevenir ou curar doenças”, explicou o técnico agrícola Jean Carlo Rodrigues, do Centro Agrícola Demonstrativo (CAD), administrado pela a Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic).

O Relógio do Corpo Humano integra a Mostra de Trabalhos e Oficinas da 26ª Semana do Meio Ambiente. “Em nosso corpo, cada um dos órgãos apresenta duas horas de atividade máxima durante o dia”, frisou. O relógio é, portanto, dividido em 12 canteiros, cada um contendo o cultivo das plantas adequadas que podem curar e melhorar a ação daquela parte do organismo. A atividade integra o projeto Horto de Plantas Medicinais, desenvolvido no CAD. Em parceria com a Emater, o trabalho é desenvolvido buscando o resgate de espécies importantes que podem ser utilizadas pelo ser humano como artigo medicinal.

O relógio, implantado próximo do monumento ao Expedicionário, tem 7 metros de diâmetro e foi montado com emprego de materiais recicláveis, como telhas, tijolos, caixas de leite, taquaras e garrafas PET. Nesta sexta-feira, os visitantes receberão mudas de plantas medicinais. “Normalmente, divulgamos o relógio do corpo humano em escolas, feiras, hortas comunitárias e comunidades carentes”, disse. A proposta é fazer com que as pessoas ampliem os conhecimentos sobre os recursos naturais benéficos para a saúde.

A intenção de Jean Carlo é estimular os moradores da Capital a construírem hortos medicinais, possibilitando a confecção de chás, pomadas, xaropes, compressas e outros tipos de medicamentos caseiros, além de contribuir na preservação da biodiversidade. “Queremos resgatar e apresentar novas alternativas de cura natural”, observou. A mandala - círculo que forma o relógio - está baseada na medicina chinesa e em pesquisa científica. Os 12 triângulos que representam os órgãos do corpo humano indicam os horários em que eles apresentam as duas horas de atividade máxima diária. Em cada triângulo existem plantas indicadas para tratamentos alternativos.

O fígado, por exemplo, tem maior atividade funcional da 1h às 3h. Já o pulmão, das 3h às 5h. Na sequência, vem o intestino grosso, das 5h às 7h. Das 7h às 9h é a vez do estômago agir. O baço e o pâncreas ficam mais ativos das 9h às 11h. Depois, vem o coração, das 11h às 13h. O intestino delgado funciona com carga máxima das 13h às 15h e, a bexiga, das 15h às 17h. Os rins ficam mais ativos das 17h às 19h. A circulação é mais efetiva das 19h às 21h. Os sistemas digestivo, excretor e respiratório operam com capacidade total das 21h às 23h. Já a vesícula biliar, das 23h à 1h.