De acordo com a CGU, os servidores foram demitidos, cassados ou destituídos dos seus cargos pelas seguintes práticas ilícitas - uso indevido do cargo, improbidade administrativa (que inclui casos como favorecimento, tráfico de influencia, enriquecimento ilícito), recebimento de propina e abandono de cargo. O número de expulsões dos servidores públicos cresce ano a ano desde 2009. Naquele ano, 370 servidores foram expulsos, comparado a um total de 312 em 2009. Em 2010, foram 433 e, um ano depois, 469. Se o ritmo de 2012 se mantiver, este será o ano com o maior índice de expulsões na administração pública da última década.
O Estado onde foram registradas mais expulsões foi o Rio de Janeiro, com 26 até agora. São Paulo e Distrito Federais têm 18 expulsões cada um. No Rio Grande do Sul, foram registrados dois casos. No total, são 138 os demitidos, 18 os destituídos e seis os cassados. Entre os órgãos, o Ministério da Justiça foi o que teve mais servidores expulsos, com 32. A pasta da Previdência Social aparece logo atrás, com 31. O Ministério da Educação expulsou 27 de seus funcionários públicos. Confira o relatório.
Lei de Acesso
A CGU também divulgou o número de solicitações de informações relativas ao governo desde que entrou em vigor a Lei de Informação, na última quarta-feira, até a sexta-feira. Mais de 2,2 mil pedidos foram feitos a diversos órgãos da administração federal. O Banco Central recebeu 160 pedidos (7% do total). Em seguida vêm os ministérios do Planejamento, com 126 (6%), e da Fazenda, com 90 (4%). O Palácio do Planalto recebeu 65 solicitações (3%).