Geral

Relatório da Ufrgs aponta erros em diferentes estágios de conduto

DEP vai contratar empresa para avaliar sistema Álvaro Chaves em Porto Alegre

MP pediu interdições de locais com desabamento
MP pediu interdições de locais com desabamento Foto : Mauro Schaefer
Um relatório feito pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) – por solicitação do Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia (CREA) em abril deste ano – já apontava para diversos erros na execução da obra do Contuto Álvaro Chaves. Nessa quarta-feira, o Ministério Público (MP) pediu interdição de locais com desabamentos sobre o conduto forçado. O professor coordenador do Instituto, André Silveira, ressalta que o sistema deve passar por uma radiografia completa .

“A gente colocou sob suspeita quando entregou o relatório. Tem que fazer uma espécie de radiografia. A gente viu sinais de comprometimento da obra porque ela teve uma falência na Bordini. Está começando a ter outros rompimentos e isso são sintomas de que algo está errado. Como é uma obra enterrada, sem avaliação por dentro não tem condições de dizer que é uma boa obra. No relatório, colocamos que vimos problemas de gestão. Aparentemente o DEP e a prefeitura não estavam preparados para uma obra deste porte”, declarou à Rádio Guaíba.

A obra no Conduto Forçado Álvaro Chaves – executada entre maio de 2005 e março de 2008 – teve um custo de R$ 60 milhões. Foram implantados 15 mil metros de redes pluviais em 35 ruas da Capital. O professor André Silveira revela que o estudo da Ufrgs encontrou problemas na execução e na fiscalização da obra. “A gente verificou alguns problemas de avaliação hidráulica. Verificamos problemas no projeto estrutural , principalmente no trecho da Bordini. A gente não pode avaliar o resto porque não teve acesso. Vai ser objeto dessa inspeção que a gente recomendou e que a prefeitura vai contratar para fazer. Verificamos problema na execução e na fiscalização”, completou.

O Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) conhece nesta quinta-feira as empresas interessadas em fazer uma avaliação em todo o sistema. O custo da operação é estimado em R$ 160 mil.

Diretora do DEP descarta possibilidade de má execução de projeto no Conduto Álvaro Chaves


Técnicos do Departamento de Esgoto Pluvial (DEP) vistoriaram na quarta-feira o trecho da rua Dr.Timóteo, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, onde um buraco se abriu na faixa esquerda da via. Esse é o segundo caso do tipo na mesma rua e o quarto na região do Conduto Forçado Álvaro Chaves. Conforme a diretora-adjunta do DEP, Denise Cantarutti, também serão inspecionadas as redes complementares nas proximidades para tentar encontrar outros pontos de fragilidade no sistema.

Denise descartou que o Conduto Álvaro Chaves tenha sido mal executado, pois, segundo ela, os problemas teriam aparecido há muito mais tempo. "Alguns trechos estão concluídos há oito anos e não apresentaram danos. Caso a execução tivesse algum defeito apareceria antes", declarou.

Bookmark and Share