“A gente colocou sob suspeita quando entregou o relatório. Tem que fazer uma espécie de radiografia. A gente viu sinais de comprometimento da obra porque ela teve uma falência na Bordini. Está começando a ter outros rompimentos e isso são sintomas de que algo está errado. Como é uma obra enterrada, sem avaliação por dentro não tem condições de dizer que é uma boa obra. No relatório, colocamos que vimos problemas de gestão. Aparentemente o DEP e a prefeitura não estavam preparados para uma obra deste porte”, declarou à Rádio Guaíba.
A obra no Conduto Forçado Álvaro Chaves – executada entre maio de 2005 e março de 2008 – teve um custo de R$ 60 milhões. Foram implantados 15 mil metros de redes pluviais em 35 ruas da Capital. O professor André Silveira revela que o estudo da Ufrgs encontrou problemas na execução e na fiscalização da obra. “A gente verificou alguns problemas de avaliação hidráulica. Verificamos problemas no projeto estrutural , principalmente no trecho da Bordini. A gente não pode avaliar o resto porque não teve acesso. Vai ser objeto dessa inspeção que a gente recomendou e que a prefeitura vai contratar para fazer. Verificamos problema na execução e na fiscalização”, completou.
O Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) conhece nesta quinta-feira as empresas interessadas em fazer uma avaliação em todo o sistema. O custo da operação é estimado em R$ 160 mil.
Diretora do DEP descarta possibilidade de má execução de projeto no Conduto Álvaro Chaves
Técnicos do Departamento de Esgoto Pluvial (DEP) vistoriaram na quarta-feira o trecho da rua Dr.Timóteo, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, onde um buraco se abriu na faixa esquerda da via. Esse é o segundo caso do tipo na mesma rua e o quarto na região do Conduto Forçado Álvaro Chaves. Conforme a diretora-adjunta do DEP, Denise Cantarutti, também serão inspecionadas as redes complementares nas proximidades para tentar encontrar outros pontos de fragilidade no sistema.
Denise descartou que o Conduto Álvaro Chaves tenha sido mal executado, pois, segundo ela, os problemas teriam aparecido há muito mais tempo. "Alguns trechos estão concluídos há oito anos e não apresentaram danos. Caso a execução tivesse algum defeito apareceria antes", declarou.