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Remoção de índios termina em briga em Passo Fundo

Confusão começou com a decisão dos agricultores de remover indígenas acampados na RS 480

Confusão começou com a decisão dos agricultores de remover indígenas acampados na RS 480
Confusão começou com a decisão dos agricultores de remover indígenas acampados na RS 480 Foto : Lucas Cidade / Rádio Uirapuru / CP
Por Acácio Silva

Um grupo de índios e agricultores do município de Erval Grande, no Norte do Estado, protagonizou uma briga generalizada na tarde desta quarta-feira em frente a sede regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Passo Fundo. A confusão começou com a decisão dos agricultores de remover à força indígenas acampados no km 22 da RS 480, em Erval Grande.

Os índios foram colocados num caminhão e numa van e levados para a sede da Funai. Na chegada, se armaram com pedaços de pau e pedras e investiram contra os agricultores. O confronto durou cerca de 20 minutos. Patrulheiros do Comando Rodoviário da Brigada Militar, que acompanharam o deslocamento, tiveram que pedir reforço para conter a confusão.

Guarnições do Pelotão de Operações Especiais (POE) do 3º RPMon da Brigada Militar foram ao local e conseguiram contornar a situação. Não houve registro de feridos. O líder indígena, Jacir de Paula, acusou os agricultores de truculência por terem retirado os índios à força de suas barracas e jogado-os em frente a Funai. Ele criticou também a entidade que nunca deu resposta sobre a demarcação de uma área em Erval Grande.

O procurador do município de Erval Grande, advogado Fabrício Nunes, que acompanhava os agricultores, criticou a ação hostil dos índios. Segundo ele, os agricultores removeram os 13 indígenas porque estavam em condições de risco nas margens da rodovia. O procurador disse que não existe área delimitada para índios em Erval Grande. Jacir de Paula contesta o procurador, alegando que são 47 índios no acampamento e não 13.

O prédio da Funai foi fechado e ninguém apareceu para atender as partes envolvidas no conflito. Diante do clima tenso, o comandante do 3º RPMon da Brigada Militar, tenente coronel Fernando Carlos Bicca , reuniu uma comissão das duas partes e os levou até a Delegacia da Policia Federal de Passo Fundo. 

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