Os médicos que atendem no Hospital Dom João Becker, único de Gravataí e que conta com o Sistema Único de Saúde (SUS), estão com pagamentos em atraso. Conforme a diretora do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Clarissa Bassin, a situação, que se arrasta desde janeiro, foi parcialmente sanada e a administração do hospital foi notificada há cerca de um mês.
Por sua vez, a diretora da instituição, Fabiana Dressler, explica que o que está em atraso são os pagamentos de contrato pela prestação de serviços. “Isso é chamado de repasse e não de salário, pois eles não são funcionários do hospital”, explica.
A diretora do Simers comenta que o problema estaria no contrato firmado com a prefeitura no final do ano passado, o que é confirmado por Fabiana. “O pagamento dos médicos é feito de duas formas. Um deles é pela prefeitura, que propôs uma renegociação e, a partir daí criou um calendário de repasses. O pagamento (por esta via) deverá ser feito em quatro meses, de maio a agosto.” O outro repasse, segundo Fabiana, corresponde ao Incentivo de Cofinanciamento da Assistência Hospitalar (IHOSP), cujo projeto não foi renovado pelo atual governo do Estado. “Portanto, se não há repasse do Estado ao município, também não há da prefeitura ao hospital.” Fabiana diz que, inicialmente, a administração fez pagamentos atrasados com recursos próprios. “Porém, nosso fluxo de caixa não é suficiente para cobrir o montante. Então, suspendemos.”
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, as verbas não estão sendo encaminhadas de forma regular para o Dom João Becker devido à queda na arrecadação do município e atraso em repasses da União e do Estado. O valor mensal seria de R$ 1 milhão a R$ 1,2 milhão, verba de suplementação da tabela SUS que estaria defasada. Até agosto a pendência deve ser regularizada, diz a prefeitura.
Repasses para Hospital de Gravataí estão atrasados
Dom João Becker tem pagamentos comprometidos desde janeiro