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Representantes do Sindisaúde-RS protestam na frente do Palácio Piratini

Categoria pediu mais testes para a Covid-19 para os profissionais de saúde

Protesto ocorreu no centro de Porto Alegre
Protesto ocorreu no centro de Porto Alegre Foto : Alina Souza

Cerca de dez representantes do Sindisaúde-RS estiveram em frente ao Palácio Piratini, na manhã de hoje, durante a visita ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello. Na manifestação, vestidos com macacões, luvas máscaras, pediram mais testes para a Covid-19 para os profissionais de saúde, principalmente os que estão na linha de frente. A diretoria do sindicato acredita que assintomáticos estão contaminando colegas dentro dos hospitais.

Segundo há presidente da entidade, Julio Jesien, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, e o governador Eduardo Leite erraram ao flexibilizar as atividades por volta de maio. “Foi equivocada a decisão deles. Os hospitais não têm mais leitos para receber pacientes. Somente na segunda, houve 32 no RS. Os gaúchos ainda vão chorar muito”, projeta. No entanto, Jesien avalia que a falta de profissionais para receber os contaminados é um problema ainda maior. “No Hospital de Clínicas, por exemplo, há 453 trabalhadores infectados e 80 esperando resultado. É 10% dos trabalhadores, enquanto o percentual de contaminação na população em geral é de 2% a 3%”, afirmou.

As críticas também se estenderam ao governo federal. “Contrariando ao que o presidente Jair Bolsonaro havia prometido, de colocar pessoas com capacidade técnica no ministério, o interino da Saúde não é da área. E os casos só aumentam”, salientou. Apesar do pequeno número, os manifestantes “fizeram o seu papel”, segundo o presidente do Sindisaúde, segurando cartazes com dizeres como “Testagem já! Para todos os trabalhadores”. “As pessoas têm medo de se expor ainda mais e não podemos ser inconsequentes de trazer 200 pessoas em um ato. Mas estamos dando o nosso recado”, ponderou.

O sindicato também questiona a falta de pessoas habilitadas para atuarem na linha de frente. “Não são todos os hospitais que têm treinado e com qualidade os profissionais da saúde”, reclamou Jesien. O próprio presidente do Sindisaúde-RS foi infectado no início da pandemia e ficou com sequelas. “Nunca tive problema com pressão alta e agora estou hipertenso”, informou. Há relatos de colegas com problemas renais e de circulação após contrair a Covid-19.