Segundo a BM, os resíduos podem levar perigo a lugares próximos, pois quando chove o local fica alagado pelas águas do rio Caí. Algumas regiões que têm ligação com está chácara, como o próprio rio Caí, são consideradas áreas de preservação permanente.
Já foram detectadas mortes de peixes, segundo a BM. Nesta sexta-feira, será feita a analise do Arroio Cadeia, que recebe água de uma lagoa próxima, para ver se está tudo dentro dos padrões. “Pelo visto não está dentro das normas”, comenta o tenente Reinaldo Ferreira Araújo, que comanda as investigações por parte da BM. “Já temos peixes mortos e alguns agonizando, o que é sinal de falta de oxigênio na água.”
Dano ambiental
Conforme o tenente, os policiais militares já constataram crime ambiental na própria chácara, onde foram detectadas outras irregularidades que serão analisadas. “Não é a primeira ocorrência que envolve esta empresa”, destaca Araújo. “Ela já foi autuada tempos atrás e teria feito uma gestão ambiental, que pelo visto está em desacordo com os padrões exigidos por lei.”
Araújo acredita que o solo pode ser o condutor da contaminação para os banhados da região. Se confirmada a contaminação após as análises, o caso será encaminhado à Delegacia de Polícia.