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Resgate busca desaparecidos após desabamento de porto em Manaus

Carretas, caminhões e contêineres foram soterrados pelo barro ou ficaram submersos no rio Negro

Resgate busca desaparecidos após desabamento de porto em Manaus
Resgate busca desaparecidos após desabamento de porto em Manaus Foto : Luiz Vasconcelos / AE
Duas pessoas estão desaparecidas desde ontem, quando desabou parte do maior porto privado de Manaus. Carretas, caminhões e contêineres foram soterrados pelo barro ou ficaram submersos no rio Negro. O porto Chibatão, na zona sul de Manaus, ocupa uma área de 217 mil metros quadrados, segundo o site do porto, e é o principal ponto para saída de mercadorias da Zona Franca de Manaus. Até o fim da tarde de hoje, a administração do porto não havia dado nenhuma informação sobre estimativa de perdas materiais no acidente.

Na tarde de ontem, o Corpo de Bombeiros havia recebido informações de que cerca de 15 pessoas estariam desaparecidas. A administração do porto, contudo, só confirmou aos Bombeiros no fim da tarde de ontem o nome de dois funcionários desaparecidos. Sílvio Barbosa Silva, de 30 anos, e Pedro Paulo da Silva, de 63, estariam construindo uma rampa no momento em que o barranco desmoronou.

Os Bombeiros ainda receberam denúncia de que a construção não estava autorizada pela prefeitura. A assessoria da prefeitura não confirmou se havia autorização para a obra.

Segundo os Bombeiros, 100 homens estão trabalhando no local do acidente desde ontem. Há um cão farejador, mergulhadores, um helicóptero e gente por terra. Um guindaste do porto está retirando as carretas e contêineres. Ainda segundo os militares, o trabalho é cuidadoso e lento, pois há riscos de novos deslizamentos de terra.

Três biólogos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão desde a manhã de hoje no local avaliando se o acidente gerou danos ambientais. Caso o laudo aponte alguma responsabilidade humana, o porto deve ser multado. O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) também prepara um relatório sobre possíveis novos riscos na área do acidente, encomendado pela Defesa Civil Municipal.



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