O valor de R$ 2.338,06 em vigor desde janeiro acabou recuando ao antigo benefício de R$ 1.916,45 pois a Medida Provisória que regulava o reajuste perdeu valor em junho, mas já foi reeditada. “A maioria das instituições recompôs a remuneração, mas a direção do GHC não”, explicou o vice-presidente da Associação de Médicos do Grupo Hospitalar Conceição (Amerghc), Cristian Sloczinski.
A direção prometeu pagar a diferença em folha complementar, o que ainda não aconteceu. Os residentes também desejam saber a destinação dos recursos que foram repassados pelo Ministério da Educação (MEC) ao GHC. “Enviamos um ofício ao MEC para obter o valor exato”, frisou. Tão logo tenham a resposta, pretendem realizar assembleia para decidir por novas mobilizações. Sloczinski estima que o valor seja próximo de R$ 110 mil.
A direção do GHC deve ter um posicionamento sobre as reivindicações até a próxima quarta-feira. A coordenadora da Assessoria Jurídica do GHC, Angelita da Rosa, ressaltou que a instituição não tem base legal para pagar a diferença. “Em 1º de junho a medida provisória editada em 2010 perdeu valor. O texto foi reeditado no dia 24. Neste período ficamos sem base legal para pagar a bolsa com o reajuste”, explicou.
Residentes do Conceição protestam por pagamento integral da bolsa-auxílio | Crédito: Mauro Scharfer