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Ressaca em Torres é o primeiro sinal do ciclone que se aproxima do RS

Previsão é de fortes chuvas no Litoral Norte. Mar já avançou cerca de 50 metros na orla

Ressaca em Torres é o primeiro sinal do ciclone que se aproxima do RS
Ressaca em Torres é o primeiro sinal do ciclone que se aproxima do RS Foto : Mateus Bruxel
A ressaca na praia de Torres é o primeiro sinal do ciclone que se aproxima da região Sul nesta segunda-feira. O mar já está mexido com espuma escura, avançando cerca de 50 metros na orla. As ondas ultrapassaram as guaritas e trouxeram muita sujeira, principalmente algas. Elas ainda não são muito altas, com menos de 2 metros, segundo a MetSul Meteorologia.

Pescando junto às pedras, às margens do rio Mampituba, o garçom Vilmar Oliveira da Silva acredita que a situação deve ficar mais perigosa, nas próximas horas. “Parece que em Santa Catarina, na região de Florianópolis, o mar já está subindo e o vento está mais forte, mas aqui ainda está tranquilo, apesar da ressaca”, disse.

O sol aparece entre muitas nuvens e a previsão é de chuva e tempestade no litoral gaúcho e catarinense, onde as ondas já estão bastante fortes em Florianópolis. O vento ainda não é intenso. No entanto, entre hoje e quarta-feira, as rajadas no oceano podem ficar entre 100 e 150km/h.

Enquanto a ventania característica dos ciclones não chega, a equipe da Coordenadoria de Defesa Civil Municipal está monitorando as atividades através de institutos de meteorologia. Um grupo da Defesa Civil estadual deve se dirigir ao balneário, ainda nesta tarde, para avaliar a situação.

Sentados nas pedras da praia, os argentinos Nicolás Gomez, a esposa Lucia Coronel, e os filhos Marcelo e Mathias Gomez aproveitavam para pescar e se molhar com as ondas que subiam as pedras. “Sempre é preciso estar prevenido para essas tormentas, com ventos muito fortes, perto da costa, mas por enquanto estamos aproveitando sem problemas”, afirmou Nicolás.

Institutos meteorológicos divergem

Há divergência dos institutos meteorológicos sobre o ciclone no que diz respeito à maior ou menor proximidade da faixa costeira, de acordo com a Metsul Meteorologia. Quanto mais a Leste o sistema atuar, menor é o risco de transtornos no Leste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Quanto mais a Oeste o fenômeno avançar, maior é o risco de problemas. Os modelos MBAR (Brasil) e Europeu seguem projetando o fenômeno muito próximo do Litoral Norte amanhã, o que mantém a preocupação.

Em Santa Catarina, já há relatos de ocorrência de ondas de 2 a 3 metros nesta segunda-feira.