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Restaurante Popular pode voltar a funcionar em dezembro na Capital

Edital de licitação para novo contrato deve ser lançado até o mês que vem

Fechado desde o fim de junho, o Restaurante Popular, que oferecia refeições a R$ 1 em Porto Alegre, pode ser reaberto até o final do ano. A Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social criou um grupo para tratar do tema, com a participação da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio Grande do Sul (CONSEA/RS), Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS) e Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC).

O secretário Luis Augusto Lara explica que a intenção era obter um local para voltar a atender a população carente de forma emergencial. Para isso, foram consultados locais como Serviço Social do Comércio (SESC), Serviço Social da Indústria (SESI), Fundação Pão dos Pobres, Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF) e Penitenciária Feminina Madre Pelletier. Conforme ele, não houve interesse das entidades em oferecer almoços a baixo custo.

Dessa forma, o grupo de trabalho se dedicou a elaborar um edital para licitação do convênio que vai permitir a reabertura definitiva. Lara informou que na próxima semana o documento deve ser entregue à Central de Licitações (CELIC). Caso todos os prazos corram dentro do previsto, o secretário estima que seja possível inaugurar o espaço no final de dezembro.

O contrato a ser firmado com a empresa que vai gerir o restaurante é orçado em R$ 700 mil e prevê validade de cinco anos. O secretário ressaltou que a ideia é abrir uma sede na região Central de Porto Alegre, onde há maior circulação de pessoas, e outros dois locais nas zonas Norte e Sul, para oferecer uma opção de almoço às comunidades carentes. O restaurante popular deve disponibilizar pelo menos 500 refeições por dia, ao custo único de R$ 1.

O contrato anterior, com o Centro Social e Cultural Evangélico Betel, não foi renovado, pois o bandeijão não conseguiu obter o alvará sanitário e nem tinha Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI). A empresa alegou que os custos eram altos e o lucro, insuficiente.

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