Na época, o contrato não foi renovado porque o “bandeijão” não conseguiu renovar o alvará sanitário e nem apresentou o Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI). A empresa alegou que os custos eram altos e o lucro da alimentação, que tinha preços populares, não superava as necessidades.
De acordo com o secretário da STDS, Luís Augusto Lara, um grupo de trabalho está formado para resolver o impasse. “Trabalhamos com o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea/RS), a Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos e a Prefeitura de Porto Alegre para encontrar uma saída emergencial. Estamos tratando com O Pão dos Pobres, Sesc, e o presídio Madre Peletier para ver se formamos um consórcio para operar o restaurante”, informa.
Lara ainda ressalta que é importante que se pense o Restaurante Popular de uma forma descentralizada. “Temos que levar o alimento para as pessoas em situação de vulnerabilidade social. Elas não têm condições de irem até o Centro para fazer sua refeição. Então, pensamos uma maneira para disponibilizar o bandeijão na Restinga, Vila Cruzeiro e outras áreas nessa situação”, defende.
O secretário conta com a participação da Prefeitura de Porto Alegre para conseguir um lugar com menos custos para o operador do sistema. “A prefeitura se comprometeu em encontrar um lugar público que seja mais barato. Mas não abriremos o restaurante sem as condições necessárias de higiene e proteção contra incêndio. Queremos abrir o restaurante de forma emergencial dentro de 30 dias e que ele funcione da maneira que queremos entre 90 e 120 dias”, completa.