A Prefeitura da Capital retomou nesta quarta-feira um terreno localizado entre a esquina entre a Aureliano de Figueiredo Pinto e a João Alfredo, na Cidade Baixa. Pelo menos três casais de moradores de rua seguiam no local quando a Secretaria de Obras e Viação (Smov) começou a retirada de materiais e resíduos, no começo da tarde. Cedida em 2008, a área vai ser destinada à construção do Centro Cultural da Terreira da Tribo.
Segundo a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), cinco homens e três mulheres foram levados para o Abrigo Marlene, no bairro Menino Deus. Diferente do que ocorre em albergues comuns, no local os usuários podem permanecer durante o dia. A chefe de gabinete da Fasc, Carmem Santos, destacou que os moradores de rua estão sendo cadastrados pelo Departamento Municipal de Habitação (Demhab), que trabalha com as hipóteses de concessão de aluguel social ou moradia popular. “Eles não foram obrigados, mas convidados. O trabalho de convencimento começou há um mês”, frisou.
Já o arquiteto responsável pela obra, Solon Campos, garante que as obras devem se iniciar a partir desta quinta-feira. O Centro Cultural deve ser concluído em um ano, após o início das intervenções. “Pretendemos realizar a obra no menor tempo possível. Depois de dois anos de licitação, vamos ter que contar com a colaboração das condições meteorológicas”, ressaltou.
A empresa 5S Arquitetura e Design ainda vai apresentar aditivos ao projeto inicialmente licitado em R$1,4 milhão. O espaço concedido ao grupo Ói Nóis Aqui Traveiz vai ter salas de aula e exposições, biblioteca e teatro.
Retirados moradores de rua de terreno que vai receber Centro Cultural na Capital
Espaço concedido ao grupo Ói Nóis Aqui Traveiz vai ter salas de aula e exposições, biblioteca e teatro