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Retomada das obras da RS 118 custa R$ 2 milhões ao Estado

Pelo menos 49% dos trabalhos já foram executados na rodovia, de acordo com a Secretaria de Transportes

Pelo menos 49% dos trabalhos já foram executados na rodovia, de acordo com a Secretaria de Transportes
Pelo menos 49% dos trabalhos já foram executados na rodovia, de acordo com a Secretaria de Transportes Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP
A informação veiculada nesta semana de que as obras da RS 118, no trecho entre Sapucaia e Gravataí, seriam retomadas nos próximos dias, não foi confirmada pela Secretaria de Transportes do Estado. Mesmo que a duplicação da RS 118 seja uma prioridade do governo, a assessoria de comunicação do órgão informou que no momento não há definição quanto ao prazo para a continuidade dos serviços em função de questões burocráticas que ainda precisam ser solucionadas. No entanto, ressalva que setores governamentais envolvidos estão empenhados na superação dos entraves. De acordo com a Secretaria, pelo menos 49% dos trabalhos já foram executados na rodovia e o custo para que sejam finalizadas por completo está estimado em aproximadamente R$ 2 milhões.

O secretário dos Transportes, Pedro Wesphalen, afirmou que a intenção do governo é viabilizar a obra o mais breve possível após a superação dos entraves e da definição da fonte de financiamento, para que se evitem novas interrupções. Entretanto, não há nenhuma estimativa de prazos. Nem de retomada, nem de conclusão das obras. O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem (Sicepot/RS), Ricardo Portella, que teria sinalizado a possibilidade de retomada, voltou trás em seu discurso e se posicionou da seguinte forma: “Estamos dentro do contrato, temos interesse e aguardamos posição do Estado.”

Em novembro a paralisação das obras, iniciadas há uma década, já completa dois anos. Enquanto o impasse histórico do problema permanece, a rodovia só piora. Especialmente entre os quilômetros de Sapucaia do Sul e Gravataí, é possível se deparar com mais de uma centena de buracos, meia dúzia de desvios, além de sinalização precária, além de falta de acostamento e vegetação alta. Só no trecho de Gravataí, de acordo com dados do CRBM, passam 30 mil veículos por dia.