O terreno foi adquirido em leilão pela construtora Melnick Even, que pretende instalar unidades residenciais e comerciais na área. A empreiteira entrou com pedido de reintegração de posse, que após tramitar na Justiça foi marcado para esta terça-feira, com o uso da força da Brigada Militar. Já os moradores querem mais prazo para a saída da área, e nesse espaço de tempo negociar uma alternativa, entre elas a possível compra do terreno. Ainda de acordo com Bastos, na reunião de amanhã vai ser discutida a possibilidade de criação de oficinas de costura, música e um mercado comunitário – custeadas pela Melnick Even – em outra área da cidade caso as famílias concordem em sair pacificamente do terreno.
As lideranças seguem evitando adiantar qualquer informação sobre a possibilidade de saída da área ocupada. Bastos garante que estão sendo tomadas as providências para garantir a segurança e a integridade de todos os moradores para o caso de uma reintegração de posse.
O governo gaúcho também quer evitar que as famílias sejam retiradas à força. Para isso, vai pedir à Justiça prazo de três meses para a área seja desocupada. A Melnick Even resiste a essa possibilidade e garante ter estrutura de dez caminhões, uma retroescavadeira e 50 trabalhadores para auxiliar a Brigada Militar na retirada e transporte dos moradores, na manhã de terça-feira.