*Com informações da repórter Bibiana Dihl, da Rádio Guaíba
A reunião entre o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) e o Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, realizada na sede da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) terminou sem acordo, nesta quarta-feira. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Adair da Silva, disse que a patronal ofereceu “uma proposta inaceitável”.
“Ofereceram a reposição da inflação e nenhum reajuste no vale-refeição. Já vai o aviso, vamos alertar a população e um recado para o prefeito: nos aguarde de novo”, disse Silva. O presidente da entidade afirmou que a categoria irá para a rua “de uma forma diferente”.
Os rodoviários pedem aumento de 8,94%, e mais R$ 5,52 para o vale-alimentação, para que o benefício chegue a R$ 29. As empresas ofereceram hoje somente a reposição da inflação com base no índice INPC, de 5,44%, pago em uma vez no mês de fevereiro, e não ofereceram mudanças no vale-alimentação. Sobre o plano de saúde, houve negociação dos rodoviários diretamente com a operadora.
O advogado do Seopa, Alceu Machado, explicou que a nova proposta foi feita com base nas informações colhidas pela prefeitura. “O vale-refeição fica com o mesmo valor, para manter a garantia dos R$ 23,48, inclusive nas férias”, argumentou. Sobre os novos protestos, o advogado diz que é “um direito deles”.
Machado salientou que, conforme o prefeito, se o reajuste for a reposição da inflação (5,15%), a passagem deve subir para R$ 4,05. “Os empresários acreditam que, sem mexer nas isenções, isso não é possível”, destacou o advogado.
Preço da tarifa de ônibus
A decisão envolvendo o reajuste dos rodoviários impacta diretamente no valor da tarifa de ônibus em Porto Alegre. Em 30 de janeiro, a EPTC apresentou três estudos técnicos com três possíveis valores: R$ 3,95, sem reajuste dos rodoviários; R$ 4,00, em caso de reajuste de 5,15% parcelado em duas vezes (fevereiro e agosto); e R$ 4,05, em caso de reajuste de 5,15% pago de forma integral em fevereiro.
A passagem, hoje, custa R$ 3,75. As empresas de ônibus sugerem tarifa a R$ 4,30, valor que, segundo elas, leva em conta as regras do edital de licitação.
Reunião com rodoviários termina sem acordo
Sem avanço, categoria sinaliza voltar a protestar “de uma forma diferente”