O Estado já tem 291 municípios gaúchos em situação de emergência. Outros 17 emitiram Notificação Preliminar de Desastre (Nopred), documento que antecede a decretação.
A reunião ocorre no Palácio Piratini logo após o colóquio com o Diretor-Geral da FAO, José Graziano, que tratará da “A Importância da Sociedade Civil Nacional e Internacional para a Segurança Alimentar e Nutricional”, marcado para as 8h30min.
Comitê Gestor considera o debate fundamental
O Comitê Gestor do CDES se reuniu na manhã de hoje. Os integrantes apoiaram a convocação devido à gravidade da situação, que é recorrente no Rio Grande do Sul. Os membros discutiram um programa para fomento à irrigação e a importância de unir todos os esforços para envolver tanto soluções técnicas, financiamento, debate sobre a autorização do uso da água e as normativas do novo Código Florestal.
De acordo com o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Rui Polidoro, integrante do Comitê, as perdas para a economia com a seca já são estimadas em R$ 4 bilhões. O conselheiro destacou como fundamental debater a sucessão da propriedade familiar. “Fala-se muito das perdas econômicas nestes eventos climáticos, mas o essencial é vermos como ficam as pessoas diante deste quadro. Como os jovens da agricultura familiar vão querer ficar no campo com este quadro?”, lembra.
Estudos indicam que mais de 30% das propriedades familiares não têm mais sucessor. “Quem vai tirar leite 365 dias por ano?”, indagou Polidoro, como exemplo do valor das propriedades familiares e sua produção.