Se o projeto que prevê aumento para o magistério não for à votação nesta quarta-feira no Plenário da Assembleia, a categoria corre o risco de ficar sem aumento. Devido à lei eleitoral, os projetos precisam ser aprovados pelos deputados e sancionados pela governadora até 6 de abril. Os servidores pedem melhorias na proposta apresentada aos professores, mas por enquanto o governo não dá sinais de que pode avançar. Na reunião de líderes, na manhã de hoje, não houve acordo para que a matéria fosse à votação.
Do lado de fora do Legislativo, na Praça da Matriz, os professores, comandados pelo Cpers/Sindicato, realizaram assembeia e rejeitaram a aprovação de qualquer proposta que não tivesse melhoria dos índices e do prazo, bem como não admitem o piso de R$ 1,5 mil para 40 horas.
“A categoria aguarda por uma nova proposta de reajuste salarial por parte do governo do Estado. Não aceitaremos nenhuma proposta vinculada com o piso de R$ 1,5 mil e achamos que o governo pode melhorar o índice e os prazos propostos”, afirmou a presidente do Cprs/Sindicato, Rejane Oliveira.
O sindicato pede 23% de reajuste salarial e o governo assinalou com 6%, sendo 4% pagos em setembro e o restante em março do ano que vem. O Piratini, por sua vez, quer aprovar no Legislativo o piso de R$ 1,5 mil para uma jornada de 40 horas.
Os parlamentares estão empenhados em construir uma alternativa para ir a votação na quarta-feira. Se isso não ocorrer, resta uma possibilidade de votá-la na quinta-feira de manhã.
Reunião do magistério termina sem acordo nesta terça
Devido à lei eleitoral, se projeto não for votado amanhã, professores podem ficar sem aumento