Prevista para esta segunda, a segunda rodada de negociações entre rodoviários e empresas de ônibus em Porto Alegre sobre o dissídio da categoria foi reagendada para esta terça-feira. O sindicato patronal (Seopa) não revelou qual percentual de aumento vai oferecer, por questão de economia interna. Porém, o advogado do Seopa, Alceu Machado, admite que o entrave envolvendo o subsídio do plano de saúde pode emperrar as discussões.
As empresas de ônibus garantem manter os subsídios corrigidos pela inflação do período, porém a prestadora de serviço pede aumento de 30% para continuar atendendo motoristas e cobradores. A categoria paga apenas R$ 10 para garantir a carência do plano de saúde. “Nós estamos mandando um convite para o Sindicato dos Rodoviários para um encontro amanhã às 15h. Neste ano, o plano de saúde é complicador, em função da operadora do plano ter solicitado um reajuste muito acima da inflação”, adverte Machado.
Inicialmente, a classe patronal havia ofertado 8% de reajuste salarial. A proposta foi rejeitada e resultou em protesto denominado Operação-Tartaruga, onde os ônibus decidiram trafegar lentamente pelos corredores de ônibus das avenidas João Pessoa, Osvaldo Aranha e Farrapos.
Na segunda-feira, os rodoviários rejeitaram oferta de 8% de reajuste e aumento de R$ 0,50 no vale-alimentação, que hoje é de R$ 21. Os trabalhadores pedem 15% de aumento nos salários e que o vale chegue a R$ 25. A classe soma 8,7 mil trabalhadores – motoristas, cobradores, mecânicos e funcionários do setor administrativo. A data base do dissídio dos rodoviários é o dia 1º de fevereiro. O salário do motorista é de R$ 2.180 e o do cobrador R$ 1.308.
Reunião entre empresários e rodoviários é adiada para terça-feira
Advogado das empresas admite que discussão sobre plano de saúde pode emperrar negociações