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Reunião entre empresários e rodoviários é adiada para terça-feira

Advogado das empresas admite que discussão sobre plano de saúde pode emperrar negociações

Advogado das empresas admite que discussão sobre plano de saúde pode emperrar negociações
Advogado das empresas admite que discussão sobre plano de saúde pode emperrar negociações Foto : Samuel Maciel / CP Memória
Prevista para esta segunda, a segunda rodada de negociações entre rodoviários e empresas de ônibus em Porto Alegre sobre o dissídio da categoria foi reagendada para esta terça-feira. O sindicato patronal (Seopa) não revelou qual percentual de aumento vai oferecer, por questão de economia interna. Porém, o advogado do Seopa, Alceu Machado, admite que o entrave envolvendo o subsídio do plano de saúde pode emperrar as discussões.

As empresas de ônibus garantem manter os subsídios corrigidos pela inflação do período, porém a prestadora de serviço pede aumento de 30% para continuar atendendo motoristas e cobradores. A categoria paga apenas R$ 10 para garantir a carência do plano de saúde. “Nós estamos mandando um convite para o Sindicato dos Rodoviários para um encontro amanhã às 15h. Neste ano, o plano de saúde é complicador, em função da operadora do plano ter solicitado um reajuste muito acima da inflação”, adverte Machado.

Inicialmente, a classe patronal havia ofertado 8% de reajuste salarial. A proposta foi rejeitada e resultou em protesto denominado Operação-Tartaruga, onde os ônibus decidiram trafegar lentamente pelos corredores de ônibus das avenidas João Pessoa, Osvaldo Aranha e Farrapos.

Na segunda-feira, os rodoviários rejeitaram oferta de 8% de reajuste e aumento de R$ 0,50 no vale-alimentação, que hoje é de R$ 21. Os trabalhadores pedem 15% de aumento nos salários e que o vale chegue a R$ 25. A classe soma 8,7 mil trabalhadores – motoristas, cobradores, mecânicos e funcionários do setor administrativo. A data base do dissídio dos rodoviários é o dia 1º de fevereiro. O salário do motorista é de R$ 2.180 e o do cobrador R$ 1.308.