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Reunião entre Febraban e bancários termina em impasse

Categoria em greve ficou insatisfeita com proposta, mas quer voltar a negociar na segunda-feira

Terminou em impasse reunião entre a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e os bancários em greve. Os trabalhadores recusaram, na tarde deste sábado, uma nova proposta apresentada pela Febraban, que tentava por fim à greve da categoria, considerada uma das mais longas dos últimos 20 anos. As instituições financeiras ofereceram reajuste de 9,82% para o piso salarial - indo para R$ 1.180 -, elevação de 6,5% para quem ganha até R$ 4,1 mil, e aumento fixo de R$ 266,50 para os que recebem acima do valor. Desde o início da paralisação, há 11 dias, os trabalhadores exigem reajuste de 11%.

Apesar do impasse, uma nova rodada de negociações está agendada para esta segunda-feira. Segundo um dos diretores do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Sul (Sindbancários), Ronaldo Zene, o teto de R$ 4,1 mil para concessão do reajuste trava, por enquanto, as tentativas de acordo. "Os bancos também voltaram com o tema de retirada dos benefícios, como o auxílio-creche, rebaixando para 71 meses, dos atuais 83. Não aceitamos a perda de conquistas", afirmou.

Na segunda, também ocorrerão reuniões da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para tratar de reivindicações específicas. No Rio Grande do Sul, a greve atinge 774 das 1.557 agências instaladas no Estado, de acordo com o Sindbancários. A instituição mais afetada é o Banrisul, com 301 agências total ou parcialmente fechadas.


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