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Reunião entre grevistas e representantes dos bancos é suspensa sem consenso

Bancários não aceitaram proposta de 8,4%, enquanto paralisação atinge 920 agências no RS

O Comando Geral de Greve dos bancários e os representantes do bancos suspenderam as negociações e voltarão a se encontrar, nesta sexta-feira, em São Paulo. O encontro, o primeiro desde o início da paralisação, há 16 dias, durou quatro horas e meia, sem que tenha surgido consenso em torno do reajuste para a categoria. Os bancos ofereceram um aumento de 8,4%, mas os bancários não aceitaram.

Segundo os sindicalistas, a greve afetou, nesta quinta, 923 dos 1.561 bancos públicos ou privados gaúchos. No Brasil, 9.254 agências foram afetadas. Somente na rede do Banrisul, o protesto prejudica 83% das 399 agências. A paralisação já é a mais longa desde 2004, quando os bancários pararam por um mês. Em 2010, a greve terminou em 15 dias.

A categoria exige 12,8% de reajuste, o que significa um aumento de 5%, acima da inflação. A oferta dos bancos prevê 8%, com 0,56% de aumento real. Os representantes dos bancos já sinalizaram que não devem negociar uma proposta nova, e que o acordo precisa partir dos termos já apresentados.

Em Brasília, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou esperar por uma conciliação entre as partes e confirmou que o governo federal está apreensivo.

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