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Reunião entre manifestantes e UFRGS termina sem acordo

Pela manhã, integrantes de movimentos sociais protestaram na Capital e em Esteio

Grupo com lenços da Via Campesina protestou em Esteio pela manhã
Grupo com lenços da Via Campesina protestou em Esteio pela manhã Foto : Carla Ruas
Um encontro a portas fechadas entre uma comitiva de integrantes de movimentos sociais e o reitor da da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Carlos Alexandre Neto, na tarde desta quarta-feira, terminou sem acordo a respeito da implantação de um parque tecnológico no Campus do Vale. Os movimentos sociais criticam a instalação de empresas de agronegócio no local.

Cerca de 1,2 mil integrantes da Via Campesina (articulada ao Movimento dos Sem-Terra), Movimento de Trabalhadores Desempregados, Coletivo da Mulheres da UFRGS e sindicatos filiados à Intersindical participaram de um protesto no Campus Central, iniciado por volta das 16h. De acordo com a assessoria do grupo, seguranças tentaram barrar a entrada do movimento no campus, que só aconteceu devido à pressão de alunos e professores.

A assessoria dos movimentos sociais afirmou ainda que o reitor, na reunião fechada com uma comitiva, fez um discurso em defesa da democracia, mas foi firme ao dizer que não está aberto para o diálogo. Depois do encontro, os manifestantes se deslocaram para o Parque da Harmonia, onde discutem os próximos passos do movimento.

Na manhã de hoje, o grupo realizou protestos em frente à sede do Ministério da Agricultura, na Capital, e à empresa Soale, em Esteio.