O secretário municipal de Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto, descreveu a reunião como “tensa e difícil”. Ele propôs uma nova reunião na manhã desta terça-feira, horas antes da assembleia da categoria, marcada para as 14h no Centro de Eventos do Parque da Harmonia. Segundo Busatto, a prefeitura está avançando em todos os outros itens da pauta de reivindicações. “Não há espaço para aumentar o índice de reajuste proposto”, afirmou ele.
A nova rodada de negociações ocorreu durante o primeiro dia de greve dos municipários, concentrados no Paço Municipal desde as 9h. No início da tarde, cerca de 500 servidores realizaram uma caminhada pelas ruas do Centro e um ato em frente o posto de saúde Santa Marta. De lá, os manifestantes retornaram ao Paço para a reunião com a prefeitura.
De acordo com balanço do Simpa, 70% da categoria aderiu à greve. Os setores mais atingidos foram Educação (90% das escolas da rede municipal fechadas) e a Saúde (onde foram mantidos o efetivo de 30% exigidos por lei). O Simpa também constatou que trabalhadores da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Fasc, Departamento Municipal de Habitação, DMLU e Dmae aderiram à paralisação parcialmente.
A prefeitura minimiza os números do sindicato e diz que os serviços essenciais funcionaram em toda a cidade. “O maior prejuízo foi para a educação e os alunos da rede municipal de ensino”, reconheceu Busatto. No entanto, ele frisou que todos os postos de saúde abriram suas portas e os serviços no Dmae, no DMLU e na Carris foram prestados de forma normal à população.
No início da tarde, em entrevista ao programa Balanço Geral, da Record, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, afirmou que para atender às reivindicações dos municipários, a prefeitura de Porto Alegre teria de cortar uma série de serviços essenciais à população. Ele explicou que o impacto do reajuste na folha de pagamento seria de R$ 288 milhões – R$ 250 milhões em aumento de salários e R$ 38 milhões da diferença nos vales-refeição (de R$ 12,00 para R$ 18,00). "Vamos gastar neste ano R$ 260 milhões com o Orçamento Participativo (OP), para atender às demandas de toda a comunidade, e os servidores estão pedindo R$ 280 milhões. Isso é impossível", declarou o prefeito.