A pesquisa tem dados que serão incluídos na argumentação do sindicato patronal para negociar o aumento. Segundo o presidente do Sinepe, Osvino Toillier, a entidade não estava autorizada pelas escolas a divulgar o material publicamente. “Vamos buscar esse aval em reunião com as instituições na quinta-feira”, explicou. A pesquisa inclui dados sobre a saúde financeira do setor. A próxima reunião entre Sinpro e Sinepe está marcada para o dia 22 de março.
O diretor do Sinpro Marcos Fuhr disse ter ficado surpreso com a negativa do sindicato patronal em repassar os dados. “É surpreendente que o ensino privado gaúcho, marcadamente comunitário e filantrópico, tenha informações sigilosas”, disse. De acordo com ele, a proposta de 9% está baseada na inflação dos últimos 12 meses (6,36%) mais o aumento real. “Os professores e funcionários técnicos e administrativos do ensino privado estão há mais de 10 anos sem aumento real”, argumentou. Ele acrescenta que a conjuntura econômica é favorável e que as instituições particulares registram aumento no número de alunos.
O Sinepe contrapõe. Conforme Toillier, a realidade macroeconômica não pode ser aplicada à situação financeira das instituições de ensino. O aumento do número de alunos, segundo ele, não se confirma.