O sangramento parou pouco depois. Também impressionou a equipe médica que a paciente não teve nenhuma complicação depois do fim da hemorragia. "Ela teve recuperação rápida, boa cicatrização", conta a freira Augustinha Ferreira, então diretora da maternidade. "Não teve nenhuma infecção". Claudia teve alta médica no dia seguinte. Tem, hoje, 41 anos e Gabriel, 10. Ambos são saudáveis.
O caso foi reconhecido pelo Vaticano, em janeiro de 2009, como o primeiro milagre de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce, o que propiciou sua beatificação. A cerimônia será realizada no próximo dia 22, no Parque de Exposições, em Salvador. São esperadas 70 mil pessoas.
Menezes e Augustinha, testemunhas do caso, estiveram, na manhã de hoje na sede das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), na capital baiana, para contar os detalhes do milagre. Desde que o caso começou a ser estudado, em 2003, a identidade de Claudia era mantida sob sigilo, por orientação do Vaticano. Segundo a direção da Osid, mais de dez médicos brasileiros e três italianos estudaram o caso e não encontraram explicação para a cura de Claudia.