A prefeitura de Rio Grande decretou nesta quarta-feira situação de Emergência após o município ser atingido por chuva de granizo, seguida de chuvas intensas na última segunda-feira, dia 21 de setembro. De acordo com o prefeito, Alexandre Lindenmeyer, a opção pela medida se deu após o recebimento do parecer da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil relatando os problemas na cidade em decorrência do fenômeno natural.
“Em consequência do ocorrido foram resultados danos materiais e prejuízos econômicos e sociais para quatro mil e duzentas famílias, já devidamente cadastradas pelo poder público. Contudo, o processo de cadastramento e o levantamento aéreo indicam um número aproximado de seis mil famílias”, declarou Lindenmeyer.
Sobe para 35 mil o número de moradores afetados
De acordo com um levantamento atualizado no fim da tarde desta quarta-feira pela Defesa Civil Estadual, o número de pessoas afetadas pelos temporais no Rio Grande do Sul subiu de 32,7 mil para 35,7 mil. Foram contabilizados estragos em Capela de Santana, na região Metropolitana, que passa a fazer parte da lista de 69 municípios atingidos. Do total, 540 moradores ainda estão abrigados por amigos ou em espaços públicos. Desde a manhã desta quarta-feira, grande parte das famílias retorna para casa, principalmente no Vale do Taquari.
As pedras de gelo foram responsáveis pela maioria dos estragos, contornados emergencialmente com lonas distribuídas por equipes municipais. O alerta é mantido para possibilidade de inundações e quedas de granizo em todo o Estado. A elevação do nível de rios na região Metropolitana, Vales e na Fronteira com o Uruguai é monitorada.
Em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, ruas já estão alagadas e há possibilidade de que famílias precisem sair de casa nos bairros Integração, Lomba Grande e Canudos. Conforme o coordenador da Defesa Civil no município, Edson Blanco, a previsão é de que o rio dos Sinos continue subindo por, ao menos, mais dois dias. O risco de escoamento até São Leopoldo é considerado menor, desta vez. Também há atenção especial ao Vale do Jacuí (rio Jacuí), Alvorada (rio Gravataí) e em Uruguaiana (rio Uruguai).
Na Capital, a chuva dos últimos sete dias ultrapassou a média histórica do mês de setembro, de 139,5 mm. A zona Sul da cidade foi a mais atingida pela chuva, que chegou a 213,1mm no Lami. No Belém Novo foram 200,7 mm, Restinga 172,1 mm, Glória 1607,mm, Sarandi 157 mm, Lomba do Pinheiro 152,1 mm, São Geraldo 146,7 mm, Humaitá 141,7 mm, Centro 139 mm e Floresta com 138,9 mm. A rede Metroclima da Prefeitura também monitora a possível elevação do Guaíba, que pode receber águas de rios da metade Norte.
Rio Grande decreta situação de emergência após queda de granizo
Sobe para 35 mil o número de moradores afetados no Rio Grande do Sul