A campanha foi lançada no dia 6 de maio no Rio de Janeiro, um mês após o assassinato de 12 estudantes, com idades entre 12 e 14 anos, nas dependências da Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada no bairro de Realengo. Para facilitar o recolhimento, está assegurado o anonimato para quem entregar a arma e a inutilização no ato da entrega, além da agilidade no pagamento da indenização (pode ser sacada após 24 horas e em até 30 dias) e a ampliação da rede de recolhimento de armas.
“Estar armado é contribuir com a violência e com a perda de vidas”, enfatizou Cardoso. Segundo ele, portar uma arma não é sinônimo de segurança. Durante a solenidade realizada no Palácio Piratini, o governo do Estado e a prefeitura de Canoas formalizaram protocolo de intenções para a construção de um presídio com recursos totalmente públicos, totalizando investimento de R$ 16 milhões, no bairro Guajuviras.
A casa prisional será destinada para jovens infratores, com idades entre 18 e 24 anos, em Canoas, vai custar R$ 16 milhões. O presídio será construído na mesma área onde a então governadora Yeda Crusius pretendia erguer uma estrutura de detenção por meio de parceria público-privada (PPP). A obra começa, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), em 2012 e deverá estar concluída em 2013.
O estabelecimento terá 600 vagas no regime fechado e outras 108 no semiaberto. A construção será feita em área de 50 hectares, na mesma região já atendida pelo programa de redução de criminalidade Território da Paz, do governo federal. Empresas que resolverem se instalar nas imediações do presídio receberão incentivos fiscais do governo gaúcho.
Ainda durante o ato, o Ministério da Justiça entregou 190 armas não letais (taser) à Brigada Militar e 20 à Susepe. As armas, que funcionam por meio de choque elétrico, têm poder paralisante muscular. São indicadas para situações menos extremas, como paralisar pessoas em estado de fúria ou sob efeito de bebidas alcoólicas e drogas.