A precipitação na estação convencional do Instituto Nacional de Meteorologia em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, é de apenas 12,2 milímetros. No mês passado, a mesma estação acusou 44,4 milímetros, ou seja, 56,6 milímetros em 50 dias. Em setembro, a convencional de Uruguaiana teve ao redor de 150 milímetros, a maior parte durante a primeira metade do mês. Significa que a chuva está abaixo da média no município há pelo menos 60 dias, o que explica porque os mapas com índice de seca mostram um cenário mais complicado no Sudoeste gaúcho.
Em São Leopoldo, onde tivemos na quinta-feira uma reunião para tratar da baixa do Rio dos Sinos e a possibilidade de uma contingência por escassez de água no verão, o déficit de precipitação está perto de 200 milímetros nos últimos 60 dias. O quadro pouco mudou na Campanha, mas a chuva ocorrida ao longo dos últimos dez a quinze dias trouxe alguma melhora para o Sul gaúcho e principalmente para o Uruguai.
Neste começo de semana, as precipitações tendem a ficar mais concentradas na Metade Norte, onde temporais isolados também não podem ser descartados.