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Rio Grande pode ter prejuízo de R$ 3 milhões por dia com greve no Polo Naval

Trabalhadores exigem igualar índices de reajustes do Rio de Janeiro

Trabalhadores exigem igualar índices de reajustes do Rio de Janeiro
Trabalhadores exigem igualar índices de reajustes do Rio de Janeiro Foto : Carlos Queiroz / Especial CP
A paralisação de mais de 7,5 mil trabalhadores do Polo Naval chegou à pauta da Câmara de Vereadores de Rio Grande. O problema é visto de forma ainda mais ampla: uma possível crise no setor naval na cidade. Para tentar dialogar com as categorias envolvidas, os vereadores convocaram reunião nesta segunda-feira. Os parlamentares temem que a greve seja apenas o início de problemas ainda maiores nos investimentos do município. Cada dia de paralisação gera prejuízo de R$ 3 milhões.

Para os vereadores, os problemas no polo vêm acontecendo há algum tempo, e o medo de que uma crise se instale é grande. Durante a manhã desta terça, uma reunião no Rio de Janeiro, convocada pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), irá decidir o rumo da greve nos próximos dias.

A paralisação foi deflagrada pela manhã. O principal objetivo dos grevistas é conseguir se igualar aos índices de reajustes do Rio de Janeiro. Lá, segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico de Rio Grande e São José do Norte (Stimmerg), o aumento chegou a 9,5% e R$ 300,00 de tíquete-alimentação após acordos judiciais.

Outros direitos, de acordo com o presidente do Stimmerg, Benito Gonçalves, também estão em discussão, como melhores condições de alojamento e uniformes de trabalho. A data-base para o reajuste é 1º de maio. Atualmente, cerca de 7,5 mil trabalhadores representam a classe que recebe salários de até R$ 4,5 mil.

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