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Rio Gravataí ainda está 3,46 metros acima do normal

Chuva cessa, mas bairros de Gravataí ainda estão alagados

Chuva cessa, mas bairros de Gravataí ainda estão alagados
Chuva cessa, mas bairros de Gravataí ainda estão alagados Foto : André Ávila
Apesar de a chuva ter cessado, bairros de Gravataí ainda estão embaixo d'água. O Caça e Pesca é o mais afetado e as ruas seguem intransitáveis. Barcos são o meio de transporte na região ribeirinha. O rio Gravataí havia iniciado uma gradativa baixa, mas estabilizou em 6,14 metros. O normal é 2,68 metros. A aposentada Maria Lúcia Alves Moreira, 64 anos, se mudou temporariamente para a casa da filha. Da cerca, ela observava o imóvel que deixou quando a água batia no meio da perna. Como a enchente persistia, não podia voltar, assim como os vizinhos. “Em alguns locais, a água chegou quase no teto”, contou, lembrando que conseguiu salvar alguns eletrodomésticos e móveis.

O escritor e reciclador Catarino Brum, 65 anos, vendeu a casa onde morava para fugir das enchentes. Alugou uma que não ficava tão próximo ao rio, mas não conseguiu escapar. A residência foi invadida. “Estou trabalhando só para pagar o aluguel e nem assim consegui ficar sem alagamentos”, reclamou. Ele e outros moradores responsabilizam o desenvolvimento da construção civil pelo aumento dos casos de inundação. Segundo o aposentado Antemo Barros, 57, há alguns anos a situação não era tão grave.

O terreno onde vive a dona de casa Elizabete Silva de Andrades, 51 anos, seguia dentro d'água. Ela e o marido Jorge Antônio Silva Andrades, 52, ficaram abrigados com uma vizinha, mas retornaram para o imóvel no domingo.

O bairro Vila Rica e o Parque dos Anjos ainda tinham pontos de alagamento também. A prefeitura de Gravataí informou que 180 pessoas seguiam abrigadas, além dos que estavam desalojados e foram para a casa de parentes ou amigos.