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Risco de incêndios aumenta no inverno

Especialistas dão dicas de como evitar acidentes

Avó e três netos morreram em incêndio em Guaíba
Avó e três netos morreram em incêndio em Guaíba Foto : Vinícius Roratto
O frio intenso é um convite para deixar um aquecedor ligado a noite inteira, lareira próxima a cortinas e tapetes ou ir para o chuveiro e acender álcool de forma improvisada para aquecer o ambiente. Em Guaíba, dia 7 de julho, três crianças e uma idosa morreram em casa. Quarta-feira passada, uma senhora de 85 anos morreu carbonizada na Vila Ipiranga, em Porto Alegre. No dia 21, um restaurante e uma residência no bairro Três Figueiras pegaram fogo sem vítimas. Preocupados com essas ocorrências, comuns em todos os invernos, o Corpo de Bombeiros reforça alertas, visando evitar essas tragédias. 

O subcomandante do 1º Comando Regional de Bombeiros de Porto Alegre, major Rodrigo da Silva Dutra, orienta a população a evitar situações de risco. “Quem acende um fogo precisa estar atento. Na maioria das vezes, as pessoas dormem com uma lareira ou uma churrasqueira acesa, com chance de um chiste saltar da fogueira e incendiar a casa. Precisa haver uma proteção para evitar as fagulhas”, orienta o major.

Outro alerta do bombeiro é em relação às latinhas com álcool para aquecer o banheiro na hora do banho. “As pessoas não se dão conta que o fogo consome oxigênio. Quem entra no banho com uma pira no banheiro corre o risco de desmaiar. Se pega fogo, a pessoa nem vê. Em hipótese alguma deve-se utilizar combustíveis de hidrocarbonetos, como gasolina, óleo combustível ou querosene. Nem etanol.”

O engenheiro elétrico Ricardo Munhoz, da Companhia de Energia Elétrica do Estado (CEEE), sugere que as pessoas não liguem muitos equipamentos elétricos ao mesmo tempo. “O excesso de carga elétrica é muito comum nesta época do ano. As pessoas ligam estufas, ferro de passar roupas e chuveiros ao mesmo tempo. Isso acaba forçando o disjuntor e elas trocam por um de maior resistência. Com isso, a fiação acaba derretendo e pega fogo no que estiver por perto”, explica. Munhoz aconselha que a população se atenha a três orientações. “Se a luz piscar, tem sobrecarga. Se o disjuntor interno desligar com frequência, um eletricista precisa ver se há inadequação da instalação com o disjuntor. Se o disjuntor externo desligar, a CEEE deve ser consultada para reequacionar a demanda da residência”, adverte.

O major Dutra lembra que as pessoas devem chamar os Bombeiros em qualquer situação de perigo. “Temos o 193 para atender e orientar a população.” Ele avalia que todos devem se conscientizar. “Recomendamos que não deixem estufas ligadas em frente de materiais que podem incendiar”, orienta.

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