"É muito animador, podemos esperar importantes descobertas científicas com a ChemCam, que analisará milhares de objetivos importantes nos próximos dois anos", projetou Sylvestre Maurice, responsável pelo aparelho que foi desenvolvido no Instituto de Pesquisas em Astrofísica e Planetologia (IRAP) de Toulouse, na França. "É surpreendente que os dados sejam ainda melhores do que os que tivemos durante os testes na Terra", avaliou o cientista francês.
A ChemCam é uma das ferramentas mais importantes do Curiosity e uma das mais visíveis, já que está no alto de um mastro fixado na parte dianteira do robô, o que lhe dá a aparência de um ciclope. Esta revolucionária ferramenta de exploração planetária pode fazer uma primeira análise das rochas e do solo em um raio de nove metros ao redor do Curiosity.
Na primeira operação foram emitidos 30 impulsos de laser por 10 segundos na rocha denominada "Coronation" (coroação). A energia do laser transforma os átomos na rocha em plasma ionizado e brilhante. A ChemCam captura a luz com um telescópio e o analisa com três espectrômetros para obter informações sobre os elementos químicos.
O Curiosity, uma missão de US$ 2,5 bilhões, pousou com sucesso em 6 de agosto em Marte, dandon continuidade às pesquisas sobre a possibilidade do ambiente marciano sustentar vida, iniciada com a missão Pathfinder e, posteriormente, com os robôs Spirit e Opportunity. O robô está atualmente na Cratera Gale, a 12 quilômetros do Monte Sharp, uma montanha com 5 mil metros de altura.
Imagem mostra ampliação feita pela ChemCam para analisar rocha marciana. Foto Nasa/Divulgação