Além da elevação do salário, o acordo prevê aumento de R$ 2 no vale refeição (hoje de R$ 13), R$ 2 mil de auxílio funeral, remuneração dobrada em dias de feriado e dois anos de estabilidade antes da aposentadoria. Gamaliel considerou, apesar de considerar elevado o número de votos contrários, que a categoria não está rachada. Conforme ele, é apenas um grupo de dissidentes que tenta, mas não consegue dividir o segmento. O sindicato representa cerca de 8,5 mil trabalhadores.
Um dos integrantes do Movimento Independente dos Rodoviários (MIR) de Porto Alegre, Cristiano Paim disse que o grupo não compareceu à assembleia. Ele explica que trabalhadores haviam se organizado, mas receberam uma informação de que a direção do Sindicato formou um grupo para "fazer baderna" e colocar a culpa na oposição. O presidente, Júlio Gamaliel rechaçou a teoria argumentando que o MIR compareceu à assembleia, realizou a "baderna" e, inclusive, teve de ser contido pela Brigada Militar. O grupo independente exigia, no mínimo, 22% de reajuste.
O piso atual dos motoristas é de R$ 1,6 mil, e o dos cobradores, R$ 971. A última greve dos rodoviários em Porto Alegre ocorreu em 1986. A Capital tem 1.679 coletivos em operação. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), um milhão de pessoas por dia usam o transporte coletivo na cidade.