O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte (Stetpoa) ameaça paralisar as atividades se não houver acordo com a patronal sobre reajuste salarial da categoria. Os rodoviários ficaram insatisfeitos com a contraproposta dos empresários e pretendem mobilizar os colegas para realizar novos movimentos. “Não vamos aceitar esse jogo entre Prefeitura e patronal. Na reunião, os empresários disseram que se não houver aumento da tarifa, ficaremos sem salário em alguns meses”, afirmou o presidente do Stetpoa, Adair da Silva. Segundo ele, a categoria precisa garantir o aumento salarial e a manutenção dos cobradores no transporte coletivo.
Conforme o vice-presidente do Stetpoa, Sandro Abbade, os diretores e delegados sindicais pretendem distribuir material informativo nas garagens, nos corredores e no final da linha dos coletivos, para convocar todos os rodoviários para os próximos movimentos que devem ser promovidos pela entidade. “Contamos com os senhores para que consigamos alcançar no mínimo um aumento digno para a nossa categoria”, ressaltou Abbade.
De acordo com um dos integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS) e motorista da Carris, Alceu Weber, a greve está sendo forçada pelos patrões. “Ainda no final do mandato do Fortunati, a pedido de Marchezan, foi encaminhado à Câmara dos Vereadores, a prorrogação da isenção do ISSQN por mais um ano em troca de não haver aumento de tarifa, portanto, qualquer aumento desta torna-se ilegal, além de imoral”, ressaltou Weber. Conforme Weber, a isenção do ISSQN “deixa claro que a reposição salarial em nada tem a ver com o aumento da tarifa”.
Rodoviários ameaçam greve se não houver acordo com empresários sobre dissídio
Categoria ficou insatisfeita com a contraproposta oferecida na reunião dessa quarta-feira