“Ao todo, são 117 cláusulas, e não foram levadas reivindicações como 30% do risco de vida, 36 horas de jornada semanal de trabalho e cesta básica”, protestou Alceu Weber, representante da comissão. Há tensão entre a categoria e muitos já falam em retomar a greve se não houver avanços, informa o dirigente.
Depois de descobrir a falha, que Weber chama também de negligência proposital, a comissão fez petição ao TRT para duas questões: incluir as 52 cláusulas restantes e garantir que o julgamento parta dos pontos que já têm a concordância das empresas, como 7,5% de reajuste, R$ 19 pelo vale-alimentação e R$ 10 de contrapartida do rodoviário no plano de saúde hospitalar familiar e não ambulatorial.
O sindicato patronal (Seopa) já analisou as reivindicações dos rodoviários e fez as suas argumentações e contestações, já enviadas ao TRT-RS, adiantou o gerente executivo do Seopa e da ATP, Luiz Mário Magalhães Sá. A contestação das empresas foi feita sobre 65 cláusulas. Magalhães Sá não falou do que foi contestado na lista dos rodoviários, mas se disse confiante na consolidação de uma boa solução para o sistema de transporte de passageiros. A comissão dos rodoviários espera anexar as 52 cláusulas para avaliação do Seopa.