“A categoria não vai recuar. Estamos mobilizando os trabalhadores para a importância de obtermos o valor integral da proposta. A possibilidade de greve é real se nossa reivindicação não for atendida”, garantiu. “Outras categorias de trabalhadores tiveram reajustes acima da inflação no ultimo período. A proposta de reajuste do piso regional está em 14,75%, portanto o valor oferecido pelo sindicato patronal está muito longe do que consideramos o ideal.”
O Sindicato dos Rodoviários da Capital representa cerca de 8,5 mil trabalhadores. A categoria estuda se realizará uma greve ou paralisações relâmpago. “O movimento vai respeitar o mínimo constitucional de 30% de trabalhadores mantidos nas funções”, explicou Gamaliel. Em janeiro do ano passado, a categoria obteve 8% de reajuste em seu dissídio coletivo com ganho real de 1,9%, além do acréscimo de R$ 1 ao tíquete refeição, que passou para R$ 13.
A Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), que representa as empresas transportadoras de ônibus da Capital, informou que o dissídio da categoria está sendo negociado e que não vai se manifestar sobre o assunto. Conforme dados da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), diariamente 1 milhão de pessoas utilizam o sistema de transporte coletivo em Porto Alegre.