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Rodoviários da Capital exigem 27,5% de reajuste e cogitam greve

Trabalhadores entregarão contraproposta ao sindicato patronal, que ofereceu 3,5%

Em estado de greve desde sábado, o Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre não aceita a proposta de reajuste salarial do sindicato patronal, que ofereceu 3,5%. A categoria exige 22% de reposição de perdas salariais mais 5,5% da inflação do período. Conforme o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, Julio Gamaliel, uma contraproposta deve ser entregue para o sindicato patronal ainda esta semana.

“A categoria não vai recuar. Estamos mobilizando os trabalhadores para a importância de obtermos o valor integral da proposta. A possibilidade de greve é real se nossa reivindicação não for atendida”, garantiu. “Outras categorias de trabalhadores tiveram reajustes acima da inflação no ultimo período. A proposta de reajuste do piso regional está em 14,75%, portanto o valor oferecido pelo sindicato patronal está muito longe do que consideramos o ideal.”

O Sindicato dos Rodoviários da Capital representa cerca de 8,5 mil trabalhadores. A categoria estuda se realizará uma greve ou paralisações relâmpago. “O movimento vai respeitar o mínimo constitucional de 30% de trabalhadores mantidos nas funções”, explicou Gamaliel. Em janeiro do ano passado, a categoria obteve 8% de reajuste em seu dissídio coletivo com ganho real de 1,9%, além do acréscimo de R$ 1 ao tíquete refeição, que passou para R$ 13.

A Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), que representa as empresas transportadoras de ônibus da Capital, informou que o dissídio da categoria está sendo negociado e que não vai se manifestar sobre o assunto. Conforme dados da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), diariamente 1 milhão de pessoas utilizam o sistema de transporte coletivo em Porto Alegre.

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