Os rodoviários da empresa Restinga, que atende parte da Zona Sul de Porto Alegre, irão paralisar o serviço na próxima segunda-feira. Eles entregaram, no final da manhã desta quinta, documento para o Ministério Público do Trabalho (MPT) comunicando a ação. Com a entrega do ofício, os trabalhadores precisam esperar até 72 horas para iniciar o protesto. A previsão é de que os ônibus não saiam da garagem desde a madrugada de segunda-feira, dia 23. O protesto ocorre duas semanas após uma primeira manifestação, que trancou os coletivos na garagem e deixou milhares de porto-alegrenses sem ônibus.
“Vamos parar tudo, mas, no dia, lá na frente da garagem, vamos conversando para ver por quanto tempo e se haverá liberação das catracas”, afirmou o delegado sindical da empresa, Rodrigo Almeida. Os trabalhadores tentam chamar a atenção para a demissão de 23 colegas, três deles da Restinga e outros oito da Trevo. O mesmo grupo foi responsável pela paralisação de quase seis horas no dia 12 deste mês. Os funcionários foram para a garagem da empresa, na rua Antônio Onofre da Silveira, e impediram a saída dos coletivos a partir das 4h. Cerca de 60 mil usuários foram afetados, segundo estimativa da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).
Na última segunda-feira, aconteceria uma reunião de conciliação entre os rodoviários e os representantes das empresas Trevo e Tinga no MPT, mas os empresários não compareceram. Na ocasião, os cobradores e os motoristas aproveitaram para apresentar à promotora Aline Conzatti uma lista com o nome dos demitidos desde novembro. Eles solicitaram a abertura de uma investigação, pois, para eles, há uma combinação entre os consórcios para afastar todos os trabalhadores que participaram efetivamente de greves e das eleições sindicais.
A EPTC está preparando medidas para tentar minimizar os impactos, como remanejar veículos de outras empresas para fazer as rotas e permitir o transporte de passageiros em pé nas lotações.
Rodoviários da Restinga vão paralisar o serviço na próxima segunda
EPTC está preparando medidas para tentar minimizar os impactos