Os trabalhadores pedem reajuste de no mínimo 22%, e a ATP ofereceu na última terça-feira aumento de cerca de 4%, o que motivou protestos por parte da categoria. Os rodoviários bloquearam avenidas da cidade por cerca de duas horas nessa quinta-feira. Funcionários da Cia. Carris Porto-Alegrense, a maior empresa de transporte coletivo da Capital, foram ao local protestar com cartazes com o reajuste pedido.
“Não tem sentido aceitar menos. Nós temos que recuperar as nossas perdas salariais”, disse a cobradora Marlene Garcez, há 14 anos na companhia.
Sobre a isenção na segunda passagem pelo sistema de Transporte Integrado (Tri). “Com a implantação do Tri, houve um novo método de cobrança que dá uma margem melhor pras empresas trabalharem. Eles preferiram oferecer isenção até para os estudantes, que já pagam metade da passagem. Quando é pros nossos salários, nunca tem dinheiro. Tem espaço para todos, menos para o trabalhador”, reclamou a cobradora.