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Rodoviários de Porto Alegre bloqueiam corredores de ônibus

Protestos causam congestionamento e obrigam usuários a abandonar veículos devido à lentidão

A previsão é de que os protestos se estendam ao longo do dia
A previsão é de que os protestos se estendam ao longo do dia Foto : Bruno Alencastro
Os rodoviários de Porto Alegre bloqueiam corredores de ônibus desde às 8h desta quinta-feira com objetivo de pressionar o sindicato patronal por um maior percentual de reajuste nos salários. Após reunião realizada nesta manhã, os trabalhadores decidiram iniciar uma Operação Tartaruga para restringir a circulação dos coletivos em vias da Capital. O protesto causa congestionamento na área central e obriga usuários do transporte público a abandonar os veículos devido à lentidão.

Há manifestações nas avenidas Assis Brasil, Farrapos, João Pessoa e Protásio Alves. A previsão é de que os protestos se estendam ao longo do dia.  Na avenida Protásio Alves com Osvaldo Aranha, cerca de 80 manifestantes realizam caminhada na pista do corredor de ônibus. Acompanhados do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano e de Passageiros de Porto Alegre, Júlio Gamaliel, eles tentam ganhar novos adeptos ao movimento no corpo-a-corpo.

Na avenida Farrapos com a rua São Pedro, um carro do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre bloqueia o tráfego. Ônibus que chegam da região Metropolitana são orientados pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) a utilizarem a pista para automóveis. Conforme o sindicato dos trabalhadores, a operação atinge 70% da frota somada das empresas Conorte, STS e Unibus. Os funcionários da Carris, que não aderiram ao movimento, também seriam beneficiados em caso de aumento salarial, conforme a assessoria de imprensa da empresa.


Passageiros desistem das viagens

Centenas de passageiros desistiram das viagens diante da lentidão do transporte próximo ao Centro. Alguns se revoltaram com os atrasos. Na avenida Protásio Alves, o advogado Fabiano Correia, 31 anos, reclamou do congestionamento e desistiu da viagem em frente ao Hospital de Clínicas. "Acredito serem justas as reivindicações, mas eles não podem trancar o trânsito e prejudicar a população", disse.

Em assembleia realizada na noite dessa quarta-feira, a categoria avaliou e rejeitou os 4% de reajuste salarial oferecidos pela Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP). “Vamos protestar nas ruas nesta quinta-feira”, adiantou, sem dar possíveis roteiros, o presidente do Sindicato, Júlio Gamaliel.

Os rodoviários, cuja data base do dissídio salarial é 1º de fevereiro, pedem 22% de reajuste salarial mais 5,14% de variação da inflação. “As empresas nos oferecem somente 4% e R$ 0,50 a mais sobre o vale-refeição de R$ 13. Isso é um deboche”, desabafou Gamaiel.


Protestos causam congestionamento e obrigam usuários a abandonar veículos devido à lentidão / Foto: Bruno Alencastro


Com informações dos repórteres Wagner Machado e Dico Reis

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