O presidente da Comissão de Negociação, Alceu Weber, protocolou no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) um pedido de nulidade da assembleia realizada na terça-feira. “Não houve o aviso com 72 horas de antecedência. Havia pessoas que não eram rodoviários votando”, denunciou. Weber disse que a Brigada Militar (BM) identificou os participantes do tumulto ocorrido na assembleia. “Tinha muita gente de Alvorada e até menores de idade, que não têm nada a ver com os rodoviários”, declarou.
Em votação, foi aprovado o reajuste de 7,5% oferecido pela Seopa. Para Weber, outras reivindicações da categoria não foram negociadas. “Para nós, o mais importante eram as condições de trabalho e a redução da jornada de
sete horas e dez minutos para seis horas”, afirmou.
A assinatura do dissídio, prevista para ocorrer às 10h, foi antecipada para às 8h, segundo o secretário-geral do Sindicato dos Rodoviários, Jarbas Franco. Ele afirmou que o resultado foi legítimo e que os membros da comissão não aceitam a atual diretoria da entidade, por isso estariam se manifestando de forma contrária à negociação. “Tudo isso é uma questão de protesto à direção”, ressaltou.
O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Adair Silva, informou que, com o reajuste, os motoristas passarão a receber R$ 1.867,64 e os cobradores, R$ 1.222,04. O presidente da ATP e da Seopa, Ênio Roberto dos Reis, não foi localizado e o presidente do Sindicato dos Rodoviários da Capital, Júlio Gamaliel Pires, não quis se manifestar.