Após deixarem a esquina Democrática, os manifestantes percorreram as principais vias do Centro até chegarem a frente ao prédio do executivo municipal. O grupo seria recebido até o final desta manhã pelo secretário de Governança da Prefeitura, Cezar Busatto. Conforme um dos representantes da categoria, Álvaro Araújo, a oferta de aumento coletivo de 7% proposta pela Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) vai contra o último reajuste do salário mínimo brasileiro.
“Se o salário mínimo teve reajuste superior a 14%, como vamos receber somente 7%? Isso está errado”, disse. Mas o líder do grupo dos rodoviários, Álvaro Araújo, descarta qualquer tipo de paralisação no transporte coletivo como ocorrido na semana passada. “Nosso movimento é pacífico. Não queremos prejudicar a população trancando avenidas durante o horário de trabalho. Quem decide este tipo de medida é o Sindicato e não nós”, concluiu.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários em Transporte Coletivo de Passageiros Urbanos de Porto Alegre (Sindirodoviários), Júlio Gamaliel, não participou da manifestação desta terça. Gamaliel esteve nessa segunda no Ministério Público Estadual (MPE), onde teria recebido ao menos três representações em função do bloqueio de avenidas da cidade na última quinta. Conforme ele, a notificação foi feita por não ter ocorrido um aviso com três dias de antecedência sobre as manifestações. Os trabalhadores do setor exigem 22% de reposição, enquanto o setor patronal oferece 7%.